Sandry tem apenas 18 anos, mas impressiona pelo domínio do meio-campo e capacidade de atuar como primeiro ou segundo volante e também como armador no Santos.

O Menino da Vila estreou como profissional há dois anos, sob o comando de Jorge Sampaoli, e evoluiu muito desde então, a ponto de ser titular absoluto e chamar a atenção do técnico Ariel Holan.

Parte dessa admiração de Holan tem a ver com o passe de Sandry. O jovem se cobra demais para tocar com qualidade (e geralmente para frente) e lamenta cada erro.

Sandry admite a evolução como atleta, porém, sabe bem onde precisa melhorar.

“Sou um jogador muito mais maduro hoje. Consigo ler melhor o jogo, sei o melhor momento do passe mais incisivo e, principalmente, melhorei meu poder de marcação e posicionamento defensivo. Tenho consciência que ainda tenho um longo caminho para crescer e evoluir. Trabalho pensando nisso todo dia. Essa intensidade foi uma das minhas grandes evoluções nesse período que estou no profissional. Acredito que seja uma adaptação natural quando subimos. O jogo é muito mais pegado e possuímos menor espaço para pensar. Essa é uma adaptação difícil. O Cuca me ajudou muito nesse quesito e hoje eu me sinto mais preparado a jogar na intensidade que o jogo nos profissionais exige”, disse Sandry, em entrevista à Gazeta Esportiva. 

“É o fundamento essencial no jogo, na minha visão. Com o passe ditamos o ritmo do jogo e criamos chances claras de gol. É o meu fundamento mais forte e me cobro muito para ter erro zero nele durante as partidas. Por mais que busque dar mais passes verticais e com maior nível de dificuldade, quero ter o mínimo de erro possível. Mas eu também penso em evoluir como um todo. Acredito que ainda tenho muito a crescer, melhorar, evoluir… E é isso que busco todo dia nos treinos. Marcação, chute de fora de área, pisar na área adversária… Quero ser o mais completo possível”, completou.

Um dos trunfos de Sandry é Alison. O capitão possui características bem diferentes, mas apoia o mais novo e dá liberdade para atuar em campo.

“Uma importância não só dentro de campo, sendo parceiro na faixa de campo, mas como também no vestiário e no profissionalismo. É um líder nato e um cara que procura sempre dar conselhos e conversar com os mais jovens. Tenho muito carinho e respeito por ele. Espero que possamos dar muitas alegrias ao torcedor santista, juntos, dentro de campo”, agradeceu.

Sandry também comentou sobre Ariel Holan. O técnico argentino agrada pela parte tática, mas também pela boa convivência.

“Não vem sendo tão difícil pois o professor e sua comissão são extremamente competentes e gostam de passar tudo bem detalhado. A maneira dele passar os treinos, o que pretende de cada posição, como posicionar, é muito fácil de ser entendida. O grupo está disposto a ajuda-lo e ele foi muito bem recebido”, afirmou.

“É um cara sensacional. Resenha da melhor qualidade e procura sempre conversar com todo o grupo. Tem mostrado ser não só um grande treinador, como um grande ser-humano”, emendou.

Pela técnica de Sandry, Holan admite utilizar ele mais vezes como meia, função pedida também por Cuca na última temporada.

“Já fiz essa função muitas vezes na base. Não é novidade para mim. Lógico que me sinto mais à vontade como segundo volante, mas, no esquema e o estilo de jogo que o Ariel tem implementado aqui, me sinto bem nas duas faixas de campo. Por trás eu tenho maior visão do jogo, mas à frente participo mais do momento de definição da jogada”, concluiu.

Sandry tem 34 jogos pelo Santos. O contrato termina em julho de 2022 e já há uma negociação inicial pela renovação.

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