Ababel Brihane quebra recorde mundial nos 21K

Ababel Brihane quebra recorde mundial na meia maratona feminina
Foto: Reprodução Twitter

A atleta etíope Ababel Brihane estabeleceu um novo recorde mundial na distância, ao vencer, nesta sexta-feira (21), a meia maratona de Ras-al-Khaimah, nos Emirados Árabes. Ela completou com um tempo de 1h04min31.

Em segundo lugar ficou Brigid Kosgei, do Quênia, que também bateu o melhor tempo da história anterior (fez 1h04min49) mas ficou atrás de Ababel. Ela é a atual recordista mundial na maratona (2h14min04).

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Vale lembrar que a marca nos 21K era de Joceline Jepkoksgei, também no Quênia. Ela havia conquistado o feito em Valência, em outubro de 2017 (1h04min51).

Em agosto do ano passado, a atleta de 28 anos havia sido uma das grandes estrelas da Meia de Buenos Aires, vencendo a corrida feminina com um recorde no circuito (1h07min44).

“Nunca imaginei isso… Agora tenho o recorde mundial”, disse Ababel Brihane.

Ababel Brihane e o recorde mundial

A prova do Emirados Árabes reuniu vários membros da elite mundial e foi liderado pelos 15 quilômetros iniciais por Brigid Kosgei. Ela fez parciais incríveis de 15min07 nos 5K; 30min18 nos 10K e 45min38 nos 15K. Logo depois foi ultrapassada por Ababel Brihane. 

Contudo, Kosgei também teve que manter um ritmo forte para ficar em segundo lugar. A terceira colocada foi outra queniana, Rosemary Wanjiru, com 1h05min34.

O novo recorde de Ababel Brihane dá continuidade à série de marcas mundiais que foram produzidas nos últimos meses em corridas de longa distância. Dos 5K à maratona, todas elas foram conquistadas por atletas do Quênia, Etiópia e Uganda.

Quem é Ababel Brihane

Ababel Brihane se destacou na última década por seus resultados na pista. Ela se juntou à equipe etíope no Mundial de Atletismo de 2013, em Daegu (na época, ficou em 9º lugar geral nos 10.000 metros). E depois participou dos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016 (ficou em 14º lugar geral nos 5.000 metros).

A partir daí, ela se especializou em meia maratona, vencendo provas como Istambul e Yangzhou. E obtendo sua melhor marca em Copenhague, 2018, com 1h05min46, aproximando-se do recorde mundial.

A competição em Ras al Khaimah também foi de nível notável entre os homens, com os cinco primeiros fazendo sub-1h. O vencedor foi o queniano Kibiwott Kandie (58min58), algumas semanas depois de vencer o campeonato de cross country do seu país. Ele foi seguido por seu compatriota Alexander Mutiso (59min16) e depois pelo etíope Mule Wasihun (59m47s).

Fonte runnersworld.com.br

Como é o corredor brasileiro? Pesquisa histórica responde

corredor brasileiro
Foto: BRSK Photos

O Strava, a maior plataforma de participação esportiva do mundo, anunciou na última terça-feira (18), o lançamento do maior estudo global sobre a motivação dos corredores em todos os tempos, o “Why We Run” (“Porque Corremos”, em tradução livre para o português), incluindo o perfil do corredor brasileiro. Confira o infográfico interativo com os resultados (que está muito legal, por sinal) aqui.

Ficar motivado é o desafio mais antigo relacionado à saúde e exercícios físicos. Pensando nisso, o Strava reuniu dados de uma pesquisa global com 25 mil corredores para explorar as reais motivações que fazem alguém começar e continuar correndo. Os entrevistados de nove países da América do Norte, América do Sul, Ásia e Europa demonstraram que os corredores em todo o mundo compartilham muitos traços em comum, mas as motivações e recompensas dos atletas diferem entre as regiões.

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“A corrida de rua é um fenômeno no Brasil, com um número crescente de provas e participantes. A pesquisa Why We Run mostra alguns dos motivos disso. Como a questão da saúde, que é muito importante por aqui. Outro dado muito interessante entre os brasileiros é que somos o país que mais ama o momento de cruzar a linha de chegada”, afirma Rosana Fortes, Country Manager do Strava no Brasil.

Como é o corredor brasileiro?

O brasileiro se destaca em diversos aspectos em relação à média global. Por aqui, as pessoas amam planejar suas rotas (27% versus 22% da média global), acordam empolgadas com o despertador (17%, contra 8% do resto do mundo), e amam a primeira milha (1,6km) percorrida mais do que os demais países pesquisados (15% versus 11%). A metade da corrida é uma parte que os brasileiros amam tanto quanto o resto dos povos, com 21%, e as subidas são menos amadas aqui do que lá fora (13% versus 17%).

Why We Run pesquisa do Strava
Reprodução Why We Run

O brasileiro também ama a parte final da corrida (50% versus 37% da média global). E adora ainda mais a linha de chegada (70% – a média global é de 63%). Altamente sociável, o brasileiro também dá mais Kudos (os likes do Strava) do que os outros usuários: 30% dos atletas do Brasil amam receber os Kudos, já a média global é de 25%.

Why We Run: tipos de corredores

Dos resultados da pesquisa “Why We Run”, o Strava identificou cinco perfis de corredores e motivações principais para cada um deles que passam por atenção à saúde e zelo pela imagem do corpo, além do aspecto social — ou seja, se gostam de correr sozinhos ou em grupo e se curtem participar de (e compartilhar) provas. O perfil mais comum é o de “corredores relutantes” (28%) seguidos dos “corredores fitness” (22%). No meio deste gráfico estão os “corredores aplicados” (20%) e, a medida que o rendimento aumenta o percentual diminui, “corredores conscientes” (16%) e “corredores apaixonados” (14%).

Outros destaques da pesquisa

  • A saúde é a principal preocupação e motivador dos corredores de todo o mundo;
  • Mais de 80% cita pelo menos uma motivação física quando perguntado por que eles começaram. Como ser mais saudável, ficar mais forte ou ter mais energia;
  • Para outros, a saúde mental foi o maior fator para colocar o pé no asfalto;
  • Problemas de saúde: 22% dos brasileiros citaram um problema de saúde como o motivo pelo qual começaram a correr (contra apenas 2% nos EUA);
  • Imagem do corpo: 30% dos participantes do mundo citaram a melhora da imagem corporal como motivo para começarem a correr. Os alemães se destacaram, com 47%, e o Brasil apareceu em um surpreendente quinto lugar, com apenas 32%;
  • Ficar mais forte: Quase metade dos entrevistados nos EUA (48%) disse que tornar-se mais forte era um motivo essencial para correr. O Brasil ficou em último, neste quesito, dentre os países pesquisados, com 21%;
  • Combate à ansiedade: 15% dos japoneses pesquisados dizem que correm porque isso ajuda a sentir menos ansiedade e depressão. No Brasil foram 5% e na Alemanha 3%.
  • 55% dos brasileiros gostam de correr pela manhã, contra 48% da média global. Nos fins de semana essa média cresce para 76% no Brasil, contra 67% no mundo.
  • Metas motivam mais do que a culpa. Metas (41%) e planos de treinamento (41%) motivam os corredores mais do que a culpa (15%), e também de tirar uma responsabilidade da lista (12%).
  • Corredores amam e odeiam diferentes aspectos do esporte. Os homens adoram correr ladeiras acima (19% amam, 2% odeiam) mais do que as mulheres (10% amam, 8% odeiam);
  • Quase três vezes mais corredores (34%) disseram que toleram a primeira milha(1,6 km) do que amam (11%).

Fonte runnersworld.com.br

Pessoas estão dizendo que ele quebrou recorde de Bolt

novo Usain Bolt
Foto: Reprodução Twitter

Novo Usain Bolt? Em um evento chamado Kambala, na Índia — onde as pessoas correm por campos de arroz segurando dois búfalos –, Srinivasa Gowda, de 28 anos, surpreendeu com sua performance. E logo começaram a dizer que ele havia quebrado o recorde dos 100m de Usain Bolt.

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Srinivasa Gowda correu 145m em 13,62 segundos. O que significa que ele cobriu 100m em 9,55 segundos — mais rápido que o tempo de Bolt, de 9,58 segundos.

É claro que não é preciso dizer que esse recorde não vale oficialmente. Afinal, ele estava sendo puxado por dois grandes búfalos. Mas seu desempenho chamou a atenção de muitos, que estão pedindo que o homem tente entrar na equipe indiana de atletismo antes da Olimpíada de Tóquio 2020.

Srinivasa rejeitou a ideia e falou que machucou a perna durante a corrida. Ele disse à Asia News International: “As pessoas estão me comparando com Usain Bolt. Ele é o maior campeão do mundo, e eu só estou correndo em um campo de arroz lamacento.”

Depois disso, o ministro do governo indiano Kiren Rijiu postou uma foto do corredor de 28 anos, pedindo para os melhores treinadores do país o ajudarem.

Novo Usain Bolt?

Srinivasa disse à BBC India que participa do evento há anos. E tudo começou depois de assistir uma edição quando ainda estava na escola. Ele também elogiou os dois búfalos por correrem tão bem. O professor Gunapala Kadamba, secretário-fundador da Kambala Academy, também rejeitou a comparação com Bolt, dizendo à BBC India: “Não gostaríamos de fazer nenhuma comparação com outros.”

Ele também disse que apesar de ser uma “grande honra”, Srinivasa não estará livre para entrar em nenhuma equipe, pois tem outras competições em mente por pelo menos nos próximos três sábados. “O problema é que ele tem Kambala nos próximos três sábados. Esse é um compromisso que ele não pode cancelar sob nenhuma circunstância. É claro que não estamos rejeitando a possibilidade em um futuro mais distante.”

O evento indiano não é isento de polêmicas, e já foi banido em 2014 por grupos de defesas dos animais. Contudo, recentemente, ele tem sido considerado mais humano, e segue rígidos regulamentos sobre o uso de chicotes. Ele voltou ao calendário indiano desde 2018.

Fonte runnersworld.com.br

Atleta britânica é acusada de usar tênis proibido por regras

Jemma Reekie rebate críticas a seu tênis
Foto: Reprodução Instagram/@jemmareekie

Jemma Reekie quebrou três recordes britânicos no mês passado. Ela fez o melhor tempo do país nos 800 metros, em Glasgow; bateu a parceira de treinamento Laura Muir no 1,6 quilômetro (1 milha), em Nova York; e também superou o recorde de Laura nos 1500 metros na mesma corrida. Sábado passado (15), Jemma venceu os 1500m na Indoor Grand Prix, em Glasgow, cruzando a linha de chegada em apenas 4s07.

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A jovem, de 21 anos, tem muito o que comemorar, uma vez que já está qualificada para a Olimpíada de Tóquio 2020. Contudo, ultimamente, ela anda tendo que rebater algumas especulações a respeito de seu tênis.

Em uma entrevista à BBC Sport, Jemma Reekie disse que a melhora recente de sua performance se deve ao seu treinamento até o “limite”, não ao tênis. De acordo com as novas regras da World Athletics, divulgadas no início deste ano, os modelos de corrida usados em competições profissionais (sejam elas no asfalto ou pista) não podem ser protótipos, devem estar à venda.

Também existem regulamentos com relação ao número cravos dos tênis usados em pistas de atletismo. “A sola e o salto do modelo devem ser construídos de modo a caber, no máximo, 11 cravos. Esse número não pode ser maior.”

Jemma Reekie rebate críticas ao seu desempenho

Durante o evento de sábado, todas as perguntas a respeito do tênis da atleta foram ignoradas por sua equipe. Seu treinador, Andy Young, havia dito anteriormente que tudo estava em conformidade com a lei. Mesmo assim, Jemma afirmou que “deixaria o assunto para os especialistas resolverem.”

Sobre seu desempenho, ela disse: “Uma quebra de recorde não acontece da noite para o dia e envolve muito trabalho duro. Tenho 21 anos e sou uma atleta em desenvolvimento, estou me esforçando ao máximo e vou deixar minhas pernas falarem por mim.”

“Tenho muito apoio da British Athletics e de Andy Young, e trabalhamos muito bem juntos. Ele é muito detalhista e conto com o seu apoio dentro e fora da pista.”

Jemma Reekie também elogiou Laura Muir por ser uma grande inspiração para ela.

Laura, que venceu os 1000m em Glasgow, também enfrentou críticas sobre seu tênis. E respondeu à BBC Sport: “No final das contas, cabe à World Athletics resolver. Eles estabelecem as regras e os regulamentos com relação a essas coisas, então cabe a eles decidir o que acontece com cada atleta. Como corredora, tudo o que você pode fazer é se concentrar em si mesmo. Nós treinamos o máximo que podemos, nos divertimos e amamos o esporte.”

Fonte runnersworld.com.br

Maconha melhora ou atrapalha o desempenho?

maconha antes da corrida
Créditos: Andrey Burmakin/Shutterstock

O ultramaratonista Avery Collins, um jovem de 25 anos de Colorado Springs, nos Estados Unidos, é um dos atletas que usam maconha antes da corrida como parte de seu treinamento.

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Vale lembrar que nos EUA a maconha é liberada em alguns níveis em 29 estados, portanto, é uma questão de opção o uso moderado da substância.

Considerado um dos mais rápidos do mundo, ele não tem vergonha de aparecer em fotografias segurando um cigarro da erva.

De acordo com ele, a primeira vez que correu depois de usar maconha, percebeu que ela ajudou no seu desempenho.

Isso porque “me permitiu estar muito presente e não me preocupar tanto com o tempo todo e com o que está acontecendo na corrida”, disse ele ao site de notícias do The New York Times.

Efeitos da maconha na corrida

Embora não haja estatísticas sobre quantos corredores fumam antes da corrida, dados da revista American Journal on Addctions indicam que a maconha é a segunda droga mais usada entre os atletas norte-americanos depois do álcool.

Segundo eles, a cannabis deixa as corridas mais agradáveis. Muitos também dizem que ela acelera a recuperação muscular depois de treinos intensos.

De acordo com Marcel Bonn-Miller, professor de psicologia da Universidade de Pensilvânia, “há duas razões diferentes para usar canabinoides. Uma é melhorar sua capacidade de treinar. A outra é voltada para a recuperação”.

Mas os estudos científicos sobre os efeitos da maconha em atletas ainda são escassos. “A maior parte do trabalho é, no momento, só de observação. Olhando para as pessoas que usam e não usam e comparando-as”, ressalva o especialista.

Uma pesquisa de 2017 no Journal of Science and Medicine in Sport, por exemplo, encontrou apenas 15 estudos publicados que investigaram os efeitos da maconha e seu principal ingrediente psicoativo, THC, no desempenho do exercício.

Riscos da maconha para atletas

Em contraponto, o Dr. Michael C. Kennedy, cardiologista e professor da Universidade de New South Wales e St. Vincent’s Medical School, não acredita nos benefícios da erva.

Ele duvida que a substância ajude na recuperação e melhore a concentração. Ainda diz que os atletas que falam dos benefícios que a maconha oferece, na verdade, estão apenas promovendo o seu uso.

“A minha revisão confira a impressão que geralmente é dita sobre o THC. Ele não melhora o desempenho aeróbico e a força “, disse.

Além disso, ele alerta: “ela não vai fazer você correr mais rápido, pode atrasá-lo e certamente não deve ser usada se houver qualquer possibilidade de doença cardíaca”.

E, de fato, alguns estudos relacionaram a maconha com a hipertensão e outros riscos cardíacos.

Fonte runnersworld.com.br

Joshua Cheptegei quebra recorde mundial nos 5K

Cheptegei quebrou recorde mundial nos 5K
Foto: Reprodução Instagram/@joshuacheptegei

No último domingo (16), durante a Monaco Run 5K, na Itália, Joshua Cheptegei quebrou o recorde mundial em sua primeira prova do ano. O corredor de 23 anos da Uganda fez 12min51, superando o recorde anterior com 27 segundos na frente.

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Ainda em pendência de ratificação pelo Guiness, o desempenho de Cheptegei bateu o melhor tempo anterior de 13min18, estabelecido por Rhonex Kipruto nos 5K parciais dos 10K em Valência, no dia 12 de janeiro. Vale lembrar que Kipruto, no dia, também quebrou o recorde mundial na distância total.

“Uau, isso é realmente ótimo”, disse Cheptegei à World Athletics. “Eu tinha menos de 13 minutos em minha mente hoje, então quando minhas pernas estavam boas durante a corrida, decidi realmente fazer isso. Tirar muitos segundos desse recorde me deixa muito feliz e é um ótimo primeiro teste para mim em uma temporada importante. ”

Cheptegei quebrou recorde mundial: veja como foi o percurso

Cheptegei começou em um ritmo estonteante, com 2min31/km. Ele manteve o pace — 2min35, 2min36 e 2min35 — pelos 3 quilômetros seguintes e terminou com 2min32/km.

Os 12min51 do alteta são os mais rápidos já registrados tanto no asfalto quanto na pista. Em 2019, a melhor marca na pista era de Bekele durante a Rome Diamond League (12min52s98).

Jimmy Gressier, da França, terminou em segundo com 13min18, e quebrou o recorde europeu. Liv Westphal, também da França, venceu a corrida feminina em 15min31 e quebrou o recorde nacional francês feminino.

Fonte runnersworld.com.br

Maratona de Tóquio é cancelada para amadores

Maratona de Tóquio 2020 foi cancelada para amadores
Foto: Reprodução Instagram/@tokyomarathon

Com o surto de coronavírus se espalhando pelo mundo, muitos questionaram se a Maratona de Tóquio 2020 seria cancelada. Agora, uma declaração oficial dos organizadores da prova decretou que ela será restrita aos corredores de elite, deixando de fora 38 mil corredores. Serão apenas 176 participantes — e 30 atletas em cadeiras de rodas.

Por que a Maratona de Tóquio 2020 foi cancelada para amadores?

No dia 31 de janeiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou estado de emergência global em razão do coronavírus, que foi identificado pela primeira vez em Wuhan, na China. Em 6 de fevereiro, o governo japonês proibiu viagens para a cidade chinesa por pelo menos 14 dias antes de voltar para o Japão. Na sexta-feira da mesma semana (14), a empresa que promove a Maratona de Tóquio 2020 avisou que aqueles que precisariam passar pela China precisariam adiar inscrição na prova para 2021.

Hoje (17), os mesmos organizadores emitiram um comunicado à imprensa. “Estamos nos preparando para a Maratona de Tóquio 2020 (que acontecerá em um domingo, 1º de março) enquanto implementamos medidas preventivas de segurança. No entanto, agora que a primeira morte por coronavírus foi confirmada em Tóquio, não podemos continuar com o evento dentro da escala que prevíamos originalmente e lamentamos informar o seguinte: a Maratona de Tóquio 2020 será realizada apenas para a elite.”

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E quem já estava inscrito?

Todos os corredores inscritos poderão adiar a participação para a corrida de 2021. Aqueles que o fizerem deverão pagar novamente pela inscrição no próximo ano. “Respeitando o Regulamento de Entrada, a taxa de inscrição e as doações recebidas para a Maratona de Tóquio 2020 não serão reembolsadas”. Mais informações serão anunciadas em abril deste ano.

Haverá medidas de saúde para os corredores de elite?

Antes do cancelamento, já havia sido anunciado que medidas preventivas foram tomadas para impedir a propagação do coronavírus. O site oficial afirmou que colocará pontos com álcool para as mãos na exposição do evento. Máscaras cirúrgicas também serão distribuídas.

Com os Jogos Olímpicos de Tóquio chagando, as autoridades manifestaram preocupação sobre como o coronavírus afetará as competições. Na quinta-feira passada, Yoshiro Mori, político japonês e chefe da organização dos Jogos, disse que o cancelamento da Olimpíada “não foi considerado”.

Fonte runnersworld.com.br

Efeitos do cigarro: dor nas costas é um deles, diz estudo

efeitos do cigarro
Foto: shutterstock.

A lista de efeitos do cigarro, mais especificamente dos danos, só aumenta. Além de comprometer os sistemas circulatório, imunológico e respiratório, os fumantes e os ex-fumantes têm maior incidência de dores nas costas do que aqueles que nunca fumaram, mostra pesquisa publicada no American Journal of Medicine.

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O neurocirurgião da Unifesp, Vinicius Benites, explica que o cigarro é prejudicial para a nutrição dos discos intervertebrais (que conferem rigidez e flexibilidade à coluna) e favorecem o processo degenerativo, o que consequentemente pode levar às dores nas costas. “Como se trata de um processo progressivo, ou seja, evolutivo, mesmo depois de parar de fumar, o dano já está feito e não há uma regeneração”, afirma.

Benites também comenta outro problema ligado ao cigarro: a degeneração discal. “O cigarro é um importante fator de risco para o desenvolvimento de doença degenerativa do disco e hérnia de disco”, diz. Para completar, normalmente, os fumantes possuem hábitos que, no seu conjunto, são mais prejudiciais como o sedentarismo e a má alimentação. “Isso interfere tanto no surgimento de dores nas costas, como no insucesso do pós-operatório”.

Efeitos o cigarro: o estudo

Um estudo publicado em 2014, demonstra que em cirurgias da coluna lombar houve falha na cicatrização óssea em 29% dos pacientes fumantes, contra apenas 10% em pessoas não fumantes. “A cicatrização óssea (consolidação) se dá através de processo inflamatório que inclui formação de pequenos vasos. O cigarro atua de forma negativa nesse processo, impedindo que os vasos pequenos se formem como deveriam e isso pode culminar com a falha da consolidação óssea”, conta o especialista da Unifesp.

O insucesso em uma cirurgia da coluna é pior ainda quando a pessoa é idosa, com osteoporose e fumante. “Os pacientes com osteoporose possuem uma fragilidade óssea que é própria da doença. Se for associado ao hábito de fumar, essa fragilidade, juntamente com os fatores vasculares que são prejudicados pelo cigarro, aumentam muito a chance de insucesso de uma cirurgia de coluna”, diz Benites.

Fonte runnersworld.com.br

Atleta trans disputa vaga na Maratona Olímpica feminina

Mulher trans nas olimpíadas
Foto: Facebook / Front Runners Atlanta

TEREMOS UMA MULHER TRANS NA OLIMPÍADA? Em 8 de dezembro de 2019, Megan Youngren, de 28 anos, tornou-se uma das 63 mulheres na Maratona Internacional da Califórnia a se qualificar para os testes da Maratona Olímpica de Tóquio 2020. Ela ficou em 40º lugar e fez um tempo de 2h43min52 — e revela ter sido um alívio (e recompensa) depois de quatro meses de treinamento intenso. Em uma entrevista para a Sports Illustraded (SI), Megan contou que vai entrar para a história de seu país como a primeira atleta transgênero em uma qualificatória para a Maratona Olímpica.

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“Estou aberta a falar sobre isso com as pessoas, porque é a única maneira de evoluirmos nessa questão”, explicou Megan à SI. Ela começou a tomar medicamentos hormonais quando ainda era uma estudante universitária, em 2011. E se tornou publicamente transgênero em 2012. Contudo, só foi reconhecida pelo Estado como uma mulher em 2019.

“Eu (e outros funcionários que trabalham para a USA Track and Field há anos), não nos lembramos de um competidor trans em nenhum dos testes para a maratona”, afirmou a porta-voz do órgão Susan Hazzard. No mês passado, Chris Mosier foi entrevistado pelo The New York Times como o primeiro atleta trans a participar de uma prova olímpica dentro do gênero com o qual ele se identifica. Chris foi o primeiro homem trans a competir com cisgêneros nos 50K em Santee, Califórnia. “Para mim, estou abrindo um caminho a todos os outros corredores que quiserem seguir meus passos”, disse ele.

Uma mulher trans na Olimpíada?

Megan lembra que começou a correr em 2013 para perder peso e melhorar alguns aspectos de sua saúde após a transição. Agora, ela ama as trilhas e as subidas e descidas de uma montanha. Megan diz que correr a ajudou a aliviar os sintomas persistentes de uma herpes zoster. Em 2014, ela já seguia um plano de treinamento rigoroso, mas ainda não tinha estrutura e patrocínio.

Nativa do Alasca, Megan correu seus primeiros 42K na Maratona de Equinócio de 2017 em Fairbanks, Alasca, com um tempo de 4h48. O percurso é conhecido por sua altimetria castigante, mas foi lá que ela diz ter sido “fisgada” pela paixão por correr.

Na Maratona de Los Angeles 2019, a corredora conseguiu reduzir seu tempo para 3h06min42. O que a fez buscar seu primeiro sub-3h. Naquela época, ela ainda trabalhava em uma padaria e fazia muitas tarefas manuais. Mas Megan conseguia encaixar um treino ou outro após o expediente. Quando a loja foi fechada em setembro de 2019, ela usou seu tempo livre para correr mais, e aumentou seu volume semanal para 85K — a maioria deles feitos em trilhas.

“Eu pensei que se desse duro e assumisse grandes riscos, poderia fazer 2h45”, conta. “E as pessoas tentam menosprezar as minhas conquistas falando que isso para mim é fácil porque sou trans. Mas e as outras 500 mulheres que também estão qualificadas para os testes na Maratona Olímpica dos EUA? Eu treinei. Tive sorte. Não sofri lesões. E isso funcionou para mim. Aposto que muitas outras tiveram que fazer isso também.”

Como chegou até aqui

Antes da Maratona Internacional da Califórnia, o recorde pessoal de Megan era de 2h52min33. Ela o havia conquistado na Maratona de Humpy, no Alasca, onde teve que lutar contra ventos fortes e manteve um ótimo ritmo nos primeiros 30 quilômetros.

“Em várias ocasiões eu achei que ia conseguir o tempo necessário para as qualificatórias. Mas sempre quebrava antes”, lembra. “Dessa vez, foi realmente difícil, mas eu consegui. A prova em si me destruiu mentalmente, mas eu consegui.”

Mulher trans na Olimpíada: regras atuais

Nos últimos anos, organizadores das grandes provas revisaram suas regras em relação aos participantes trans. Em abril de 2018, a Maratona de Boston atualizou sua política sobre corredores transgêneros, afirmando que os atletas podem se qualificar e participar da maratona como seu gênero identificado. A Western States Endurance Run, uma corrida histórica de 160 quilômetros na Califórnia, divulgou uma política de que as mulheres trans podem competir na categoria feminina, desde que estejam em tratamento hormonal por pelo menos um ano. Um participante transgênero pode se registrar para competir como homem sem restrições.

O USA Track and Field diz que segue as regras estabelecidas pelo Comitê Olímpico Internacional em relação a participantes transgêneros para os testes da Maratona Olímpica. Uma atleta transgênero deve demonstrar que seu nível de testosterona está abaixo de 10 nanomols/litro por pelo menos 12 meses antes da competição e deve permanecer assim. O COI planeja implementar diretrizes ainda mais rígidas que pretendem reduzir os níveis de testosterona no soro para 5 nanomols/litro.

Megan tem níveis bem abaixo. Da última vez que mediu, estavam em cerca de 2 nanomol/litro. “Fiz tudo de acordo com as regras e tenho como provar.”

Fonte runnersworld.com.br

Jovens entram com ação para vetar atletas trans nos EUA

Atletas transgêneros
Foto: Pat Eaton-Robb/AP

Famílias de três corredoras do ensino médio entraram com uma ação federal na quarta-feira (12) tentando impedir que atletas transgêneros em Connecticut, Estados Unidos, participem da modalidade feminina.

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Selina Soule, que está no último ano do ensino médio em Glastonbury; Chelsea Mitchell, que cursa o último ano do ensino médio em Canton; e Alanna Smith, do segundo ano do ensino médio em Danbury, são parte de uma organização conservadora sem fins lucrativos denominada Alliance Defending Freedom. Elas argumentam que permitir que atletas trans compitam as privou de títulos e oportunidades de bolsas de estudo.

“Mental e fisicamente, sabemos o resultado antes mesmo da corrida começar”, disse Alanna Smith ao The Guardian. Ela é filha do ex-jogador de futebol americano Lee Smith. “Essa injustiça biológica não desaparece por causa da identidade de gênero. Todas as meninas merecem a chance de competir em igualdade de condições.”

Por que elas resolveram entrar com um processo que veta atletas transgêneros

A ação federal em si é concentrada em dois casos específicos de velocistas trans — Terry Miller e Andraya Yearwood, consideradas promessas na modalidade.

Andraya cursa o último ano do ensino médio em Cromwell. Já Terry está no último ano em Bloomfield. Ambas já emitiram declarações defendendo o direito de competir em categorias femininas.

“Eu enfrentei discriminação em todos os aspectos da minha vida. E não quero mais ficar em silêncio”, disse Terry. “Eu sou uma garota e uma corredora. Participo do atletismo, assim como meus colegas, para me destacar, encontrar amigos e dar um significado à minha vida. É injusto e doloroso que minhas vitórias tenham que ser atacadas e meu trabalho duro ignorado.”

Andraya disse que ficou magoada com os esforços para “derrubar meus sucessos”.

“Eu nunca vou parar de ser eu!”, disse em sua declaração. “Eu nunca vou parar de correr! Espero que a próxima geração de atletas transgêneros não precise lutar contra as lutas que tenho. Espero que possam ser parabenizadas quando tiverem sucesso, não demonizadas.”

O processo foi movido contra a  Connecticut Association of Schools-Connecticut Interscholastic Athletic Conference (Associação Atlética Interescolar de Connecticut, em tradução livre) e contra  os conselhos de educação de Bloomfield, Cromwell, Glastonbury, Canton e Danbury.

O que acontecerá agora

A associação processada diz que sua política segue uma lei antidiscriminação estadual que diz que os estudantes devem ser tratados na escola pelo gênero com o qual se identificam. E que o órgão acredita que a política é “apropriada tanto pelas leis estaduais quanto federais. ”

A American Civil Liberties Union (União Americana das Liberdades Civis) disse que vai defender as adolescentes trans e a política de Connecticut em tribunal. O advogado Chase Strangio, vice-diretor de direitos trans do grupo, afirmou que as meninas são protegidas pela lei.

Connecticut é um dos 17 estados americanos que permitem que atletas transgêneros no ensino médio compitam sem restrições desde 2019. Oito estados têm restrições que dificultam a atuação dos mesmos, exigindo que eles participem de categorias com o mesmo sexo que consta em suas certidões de nascimento.

Fonte runnersworld.com.br